
após sua estreia sensacional no festival de cinema de cannes, o thriller de ação e ficção científica de alto conceito “hope”, magistralmente dirigido pelo cineasta coreano roh hong-jin (conhecido por “the chaser” e “the wailing”), anunciou oficialmente sua estreia nos cinemas para o outono de 2026. o filme não apenas redefine os limites do gênero com uma experiência audiovisual intensa e de 160 minutos, mas também tem sido elogiado pela crítica como uma “versão oriental de ‘mad max’”, graças à sua estrutura narrativa inovadora e ao seu profundo núcleo filosófico.
naquela noite, a sala lumière, em cannes, testemunhou um momento histórico: uma ovação de pé de seis minutos e meio, um dos momentos mais eletrizantes deste ano do festival. ambientada na isolada vila de hope port, situada junto à zona desmilitarizada intercoreana, a história se desenrola a partir de um desaparecimento aparentemente banal, que, de forma silenciosa, rasga a superfície da realidade: o chefe de polícia beom-seok (interpretado por hwang jung-min) e a agente seong-ae (interpretada por jung ho-yeon) mergulham na investigação, enquanto o caçador song-gi (interpretado por jo in-sung) lidera uma equipe rumo às montanhas para capturar uma criatura desconhecida — apenas para deparar-se com uma reviravolta mortal que inverte seus papéis na densa floresta. será que o chamado “monstro” é realmente uma ameaça externa ou apenas uma ilusão projetada pelos limites da percepção humana?
a neon já assegurou os direitos de distribuição na américa do norte e, hoje, revelou o primeiro trailer do filme — uma montagem intensa, com edição afiada como uma lâmina, tomadas sufocantes e uma trilha sonora surreal, que mostra apenas a ponta do iceberg. É notável que os personagens alienígenas interpretados por michael fassbender, alicia vikander, taylor russell e cameron britton permanecem ocultos no teaser, lançando sementes para múltiplas camadas de interpretação. considerada a produção mais caramente financiada da história do cinema coreano, “hope” ousa expandir os limites da ficção científica asiática, redefinindo o panorama expressivo do gênero.