
pesquisadores da universidade de sheffield descobriram que o sistema visual das moscas é muito mais ativo do que se acreditava anteriormente. em vez de perceber passivamente o ambiente, esses insetos utilizam movimentos oculares microsacádicos para ajudar seus cérebros a processar o que ocorre ao seu redor de forma mais rápida e precisa.
o olho de cada mosca é composto por numerosas unidades visuais pequenas. durante movimentos súbitos, o cérebro “ativa” um modo de sinalização de alta frequência, acelerando assim a transmissão de informações. como resultado, as respostas do inseto são executadas em milissegundos — às vezes até antes que a imagem esteja completamente formada.
cientistas acreditam que esse princípio pode impactar profundamente o desenvolvimento da inteligência artificial e da robótica. os modelos atuais de ia exigem grande poder computacional e alto consumo de energia, enquanto o cérebro da mosca opera com apenas alguns miliwatts de potência.
os autores sugerem que integrar movimento e percepção em um único processo poderia contribuir para o projeto de redes neurais mais rápidas e energeticamente eficientes, chips neuromórficos, sistemas de direção autônoma e sistemas de visão artificial para robôs.