
uma equipe de pesquisa da universidade tecnológica de michigan está desenvolvendo um novo tipo de célula de combustível microbiana marinha que pode gerar eletricidade de forma contínua, utilizando diretamente a matéria orgânica natural e as bactérias indígenas presentes na água do mar, oferecendo uma solução de energia duradoura e sem necessidade de manutenção para sensores subaquáticos.
os dispositivos tradicionais de monitoramento subaquático geralmente dependem de baterias químicas descartáveis, que não apenas possuem vida útil limitada, como também exigem frequentes operações de embarcações para sua retirada e substituição, resultando em elevados custos operacionais. para resolver esse problema, a equipe de pesquisa adotou uma abordagem bioeletroquímica — construindo um sistema de célula de combustível que utiliza microrganismos vivos como “catalisadores”. essa bateria enriquece as comunidades bacterianas eletroativas naturalmente presentes na água do mar, oxidando a matéria orgânica no ânodo e liberando elétrons. em seguida, esses elétrons são conduzidos por um circuito externo até o cátodo, onde reagem com o oxigênio dissolvido na água, produzindo uma corrente elétrica estável.
para aumentar a adesão bacteriana e a eficiência da transferência de elétrons, a equipe emprega de forma inovadora carvão ativado de alta área superficial como substrato do ânodo, promovendo significativamente a formação rápida e a estabilidade a longo prazo de biofilmes condutores. o sistema protótipo já foi submetido a testes de campo contínuos de 30 dias no ambiente marinho real da baía de chesapeake, operando de forma autônoma durante todo o período e apresentando desempenho consistente. na fase seguinte, a equipe planeja integrar um conjunto de dez células para validação em larga escala, visando alcançar a operação ininterrupta e sem intervenção humana de sistemas de sensores subaquáticos por até 12 meses.