
recentemente, a micron divulgou os resultados do segundo trimestre fiscal de 2026, registrando receitas trimestrais de 23,86 bilhões de dólares — valor muito superior à previsão anterior da empresa, de 18,7 bilhões de dólares. trata-se de um aumento de 75% em relação ao trimestre anterior, que havia registrado 13,64 bilhões de dólares, e de um expressivo salto de 196% na comparação anual, ante 8,05 bilhões de dólares no mesmo período do exercício passado. no entanto, a micron acredita que isso é apenas o começo.
segundo o wccftech, o presidente e ceo da micron, sanjay mehrotra, concedeu recentemente uma entrevista na qual afirmou que a inteligência artificial (ia) ainda se encontra em seus estágios iniciais e necessita de mais armazenamento, e de forma mais rápida, para alcançar plenamente seu potencial. atualmente, a oferta de armazenamento está extremamente restrita, com recursos insuficientes disponíveis.
sanjay mehrotra destacou que, no segundo trimestre fiscal de 2026, a micron estabeleceu novos recordes em receita, margem bruta, lucro diluído por ação e fluxo de caixa, impulsionados pela forte demanda, pela escassez de oferta no setor e pela execução altamente eficiente da empresa. ele prevê que o terceiro trimestre trará mais um desempenho recorde. na era da ia, o armazenamento tornou-se um ativo estratégico para os clientes, e a micron vem investindo em uma estrutura global de produção para atender à crescente demanda.
com base nas tendências mais recentes, projeta-se que a demanda por memória dram e nand neste ano ultrapasse 50% da produção total do setor. a micron reiterou que tanto a demanda por servidores tradicionais quanto por aqueles voltados à ia permanecem robustas; porém, a oferta limitada de dram e de nand flash vem restringindo essa demanda. À medida que plataformas de próxima geração forem sendo lançadas, a demanda geral por armazenamento continuará a crescer, chegando, em última instância, a representar 50% da produção total.