
logo após a apple chegar a um acordo de ação coletiva no valor de 250 milhões de dólares com consumidores dos estados unidos por atrasos nas funcionalidades do apple intelligence e da siri, a agência brasileira de proteção ao consumidor iniciou uma investigação semelhante contra a empresa. segundo o portal tecnológico brasileiro tecnoblog, a procon carioca, órgão de defesa do consumidor do rio de janeiro, abriu na última sexta-feira (8 de maio) um inquérito administrativo, exigindo que a apple esclareça, no prazo de 20 dias, se sua publicidade sobre o apple intelligence enganou os consumidores.
a questão central em debate é que as funcionalidades de inteligência artificial amplamente promovidas pela apple durante o lançamento da série iphone 16 ainda não foram plenamente entregues — especialmente a nova geração da siri. a linha iphone 15 pro e os modelos subsequentes também estão sob escrutínio, enquanto a procon carioca investiga possíveis omissões de informação, descumprimento de compromissos e violações da obrigação de fornecer informações claras e adequadas — práticas proibidas pela legislação brasileira de proteção ao consumidor.
fontes revelam que a procon solicitou à apple que informe quais recursos foram efetivamente disponibilizados, como as informações relevantes foram comunicadas aos consumidores brasileiros, quais materiais publicitários foram utilizados no brasil, qual foi o cronograma de implementação das funcionalidades anunciadas, registros de reclamações dos consumidores, bem como detalhes sobre medidas corretivas e planos de compensação. a apple dispõe de 20 dias para responder, mas, até o momento, recusou-se a comentar. o timing desse anúncio no brasil é particularmente sensível: apenas na semana passada, a apple celebrou um acordo de 250 milhões de dólares em um tribunal federal da califórnia, abrangendo consumidores norte‑americanos que adquiriram qualquer modelo da série iphone 16 ou da linha iphone 15 pro entre 10 de junho de 2024 e 29 de março de 2025, com cada aparelho elegível a cerca de 25 dólares em compensação. a ação judicial alegava que a apple anunciou recursos de ia “que não existiam na época — e que ainda hoje não existem” — visando impulsionar as vendas.
É importante destacar que a procon brasileira já havia multado a apple por omitir carregadores da embalagem do iphone; esta nova investigação concentra-se justamente na discrepância entre as promessas de ia e a entrega efetiva. um vídeo promocional anterior divulgado pela apple também foi removido de seu canal oficial no youtube.